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4ª fase da Operação Viúva Negra: Polícia Civil cumpre mandados contra envolvidos no fornecimento da arma usada no duplo homicídio de pastores em Pium

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 57ª Delegacia de Polícia de Pium e com apoio da 59ª Delegacia de Cristalândia, deflagrou na manhã desta sexta-feira (6) a quarta fase da Operação Viúva Negra, que investiga o duplo homicídio de um casal de pastores ocorrido em junho de 2025 no Assentamento Pericatu, zona rural de Pium.

Durante a ação foi cumprido mandado de busca e apreensão em Palmas, onde os agentes apreenderam um aparelho celular que será submetido à perícia técnica. No decorrer das diligências, outros dois suspeitos foram identificados, localizados e ouvidos pela polícia.

Segundo a delegada responsável, Jeannie Daier de Andrade, as apurações indicam que os três alvos desta fase participaram das negociações e do fornecimento da arma de fogo utilizada na execução do casal. A investigação agora avança para analisar o material apreendido e determinar se os investigados tinham conhecimento da finalidade criminosa da arma.

“As tratativas antecedentes ao crime foram identificadas, qualificados e ouvidos todos os envolvidos. Esses indivíduos forneceram a arma utilizada na execução do casal. Com o material apreendido, entramos na etapa final de análise pericial para conclusão do inquérito”, declarou a delegada.

O caso

As investigações, iniciadas logo após as mortes que causaram grande comoção na comunidade local, apontam que o duplo homicídio foi premeditado e motivado por questões pessoais e familiares. Segundo apuração policial, a ex-nora do casal é a mandante do crime, insatisfeita com o fim do relacionamento com o filho das vítimas. Ela teria articulado a execução e intermediado contatos para viabilizar o crime.

O companheiro da investigada foi identificado como executor direto, responsável pelos disparos que mataram o casal. Um terceiro envolvido, preso em fase anterior da operação, prestou apoio logístico, auxiliando na fuga e no deslocamento do executor. Esses três primeiros investigados seguem presos preventivamente.

A quarta fase da operação teve como objetivo aprofundar a linha investigativa sobre colaboradores que forneceram acesso à arma de fogo, identificar todos os partícipes e robustecer o conjunto probatório. A Polícia Civil ressalta que as investigações continuam até a conclusão do inquérito e o completo esclarecimento dos fatos.

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