D’ane Carvalho da Costa Oliveira, 43 anos, foi detida na noite de segunda-feira (27) após gravar e publicar vídeos nas redes sociais denunciando a falta de médicos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tocantinópolis.
Nos registros, a mulher mostra a unidade lotada e abre uma sala de atendimento vazia para provar a ausência de profissionais.
D’ane acompanhava a sobrinha, uma criança de 7 meses, que, segundo a família, já teria sido levada à UPA seis vezes sem diagnóstico ou resolução do problema de saúde. Revoltada com a situação e, conforme ela relata, com a postura dos funcionários, D’ane gravou dois vídeos que repercutiram amplamente nas redes sociais.
De acordo com relatos e imagens divulgadas, um médico presente na unidade acionou a Polícia Militar, que deu voz de prisão à mulher. Em vídeos posteriores, é possível ver D’ane algemada. A acusada afirma ainda que os policiais teriam agredido sua filha de 15 anos durante a abordagem. Ela foi encaminhada à 4ª Central de Atendimento da Polícia Civil de Tocantinópolis, onde foi lavrado um auto de prisão por desacato e resistência. D’ane pagou fiança no valor de um salário mínimo para ser liberada.
A mulher procurou a delegacia na manhã desta terça-feira (28) e registrou boletim de ocorrência; deverá realizar exame de corpo de delito para comprovar eventuais lesões. O caso gerou forte repercussão nas redes, com críticas à gestão do prefeito Fabion Gomes e apoio à conduta de D’ane por parte de internautas e páginas notícias.

Em nota a polícia militar informou que foi acionada para atender uma ocorrência de desordem na UPA de Tocantinópolis, segundo a nota a mulher apresentava um comportamento alterado que ela teria entrado em um consultório em atendimento, feito ameaças e causado perturbação na unidade. A polícia informou que tentou orientar a mulher mais que houve resistência, que ela foi contida e encaminhada para a central de atendimento da polícia civil. A PM destacou ainda que a ação foi realizada dentro dos limites legais.
O prefeito Fabion limitou-se a exaltar o atendimento feito na unidade de pronto atendimento do município e que a UPA é reconhecida por órgãos de controle por sua organização e qualidade dos serviços, e que sobre o episódio registrado na noite da segunda-feira, disse que a unidade contava com uma equipe médica de plantão e que o tumulto foi provocado por motivações políticas.