A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (3 de julho de 2026), a Operação Acesso Negado para investigar possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos federais transferidos por emendas parlamentares individuais na modalidade transferência especial, popularmente conhecidas como “emendas PIX”.
Com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), agentes cumprem 41 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins. As medidas visam coletar documentos, dispositivos eletrônicos e outras evidências que possam esclarecer o destino e o uso dos recursos.
Segundo informações do processo, as apurações partiram de auditorias da CGU, determinadas pelo STF no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.688/DF. As auditorias apontaram indícios de irregularidades relacionadas ao planejamento, execução, fiscalização e transparência na aplicação dos recursos repassados aos municípios de Iracema (RR) e São Luiz do Anauá (RR).
As investigações buscam esclarecer a ocorrência de crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos administrativos, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser identificados ao longo do inquérito. Autoridades não divulgaram, até o momento, detalhes sobre prisões ou apreensões específicas.
A operação representa mais um foco de atenção sobre o uso de transferências especiais por meio de instrumentos eletrônicos, tema que tem gerado debates sobre controle e transparência na destinação de verbas públicas. A PF informou que novas informações serão divulgadas conforme o andamento das diligências.