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O Juiz e o Equilíbrio Perdido: Um Olhar de Experiência sobre Augustinópolis

Após o novo afastamento do juiz Alan Ide Ribeiro da Silva, titular da 2ª Vara de Augustinópolis, buscamos uma análise técnica e humana sobre o caso, conversando com um magistrado aposentado que conhece como poucos a realidade local: ele comandou a mesma Comarca por cinco anos.

Com a serenidade de quem já esteve naquele gabinete, ele não poupou críticas à postura do colega, classificando-a como “incompatível com a função”. Confira os principais pontos desse depoimento forte:

Atitudes que ferem a Justiça

“Assisti a vídeos e li reportagens. O que vi não é normal. O magistrado extrapolou todos os limites do respeito profissional e da ética. Não entro no mérito da vida pessoal, mas ele parece enfrentar problemas sérios que o Tribunal precisa tratar. Seus conflitos com advogados — e especialmente com advogadas — foram grosseiros e desnecessários.”

Decisões que geram prejuízo

Para o entrevistado, o problema vai além da falta de educação; atinge a eficácia da lei:

•             Anulação de Júri: Em 2025, o juiz chegou a perguntar a um réu se ele “achava que havia um bando de idiotas ali”. Resultado? O julgamento foi anulado por falta de imparcialidade, gerando custos ao Estado e a soltura do acusado.

•             Penas Desproporcionais: Em outro caso, o juiz ignorou a decisão dos jurados e aplicou uma pena de quase 10 anos por um crime que deveria receber, no máximo, 3 anos.

O papel do “Bom Juiz”

O magistrado aposentado relembrou sua própria trajetória em Augustinópolis para traçar um contraste:

“Eu também tive divergências com advogados na época, mas resolvi com diálogo franco, não aos gritos pelos corredores. O juiz não pode viver ‘encastelado’ ou trabalhar aos berros. A autoridade se impõe pelo respeito e pela educação, não pelo abuso de poder.”

Solidariedade e Crítica à OAB

Ao finalizar, ele lamentou a postura da Subseção local da OAB: “A nota emitida pareceu mais uma defesa do juiz do que uma proteção aos próprios advogados, que tiveram suas prerrogativas desrespeitadas. Minha solidariedade aos profissionais que sofreram esses abusos.”

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