A Polícia Federal deflagrou na manhã desta ultima quarta-feira (8) a Operação Código Branco, cumprindo dez mandados de busca e apreensão em cidades da região norte do Tocantins e do Bico do Papagaio, entre elas Araguaína, Riachinho, Filadélfia, Babaçulândia e Barra do Ouro.
A ação apura fraudes em processos licitatórios, subcontratações vedadas, repasses financeiros suspeitos e possível ocultação de origem de recursos.
Segundo a PF, as investigações apontam que uma empresa de serviços médicos foi direcionada em licitações, sem competitividade, e teria atuado como fachada para simular capacidade operacional e viabilizar pagamentos indevidos a agentes públicos. As buscas visam reunir provas e interromper o uso dessa empresa para fraudar certames.
Foram identificadas, ainda, subcontratações proibidas pelo edital e movimentações financeiras suspeitas que podem configurar lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. A operação foi autorizada pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Araguaína.
Prefeituras envolvidas se pronunciaram: a Prefeitura de Filadélfia informou que a PF apenas ouviu um profissional de saúde em plantão e que a investigação não se relaciona diretamente ao município; Araguaína afirmou que os mandados foram cumpridos em uma empresa local sem vínculo com a administração municipal; Barra do Ouro declarou ter seguido a legislação em licitações, realizado os serviços contratados e prestado contas conforme normas vigentes.
A Polícia Federal informa que os investigados podem responder por fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, crimes cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
O nome da operação, Código Branco, faz referência ao termo médico que indica emergências que exigem resposta imediata e atuação coordenada, simbolizando a necessidade de atuação rápida das autoridades no caso.