O ex-governador Mauro Carlesse (Agir) anunciou, em vídeo publicado nas redes sociais na manhã de 12 de junho de 2026, a retirada de sua pré-candidatura ao Senado nas eleições de 2026. A decisão, segundo ele, decorre de “processo de reflexão política” e da atual configuração partidária construída para a disputa.
A saída de Carlesse altera diretamente o desenho da chapa majoritária do grupo liderado pelo vice-governador Laurez Moreira (PSD). Até então, a projeção do partido colocava Laurez na disputa pelo governo, o senador Irajá concorrendo à reeleição e Carlesse como opção para a segunda vaga ao Senado. Com a desistência, uma cadeira senatorial fica em aberto justamente quando PSD e PT intensificam conversas sobre uma possível aliança para a sucessão estadual.
Fontes internas relataram que dúvidas sobre a viabilidade jurídica da candidatura de Carlesse estiveram entre os fatores que motivaram a retirada do nome. Avaliações reservadas conduzidas nos últimos meses apontaram incertezas quanto à elegibilidade, além do risco de uma campanha de alto custo político e financeiro sem garantias de resolução das questões jurídicas antes do pleito.
No comunicado divulgado, Carlesse afirmou compreender a política como “instrumento de construção coletiva” e declarou respeito às estratégias partidárias. Trecho da nota: “Após esse processo de reflexão conjunta e diante da nova configuração política e partidária que está se consolidando, decidimos não dar continuidade ao meu projeto de pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026… Respeito integralmente as decisões partidárias.”
A vaga aberta passa a ser objeto de disputa interna e de negociações com aliados. Entre os nomes apontados em conversas com o PT estão a ex-senadora Kátia Abreu e o ex-deputado Paulo Mourão, ambos citados como possíveis indicações para o Senado, ou, alternativamente, para a vice-governadoria em uma composição de chapa ainda em definição.
Com apenas Irajá confirmado como candidato do PSD à reeleição ao Senado, a legenda ganha maior margem para acomodar aliados e avançar na formação de um bloco eleitoral para 2026. Dirigentes do partido afirmam que as conversas continuam em ritmo acelerado nas próximas semanas, com foco em consolidar uma aliança competitiva para a disputa estadual.